Caminhos à democracia: uma pequena reflexão
O homem contemporâneo gira a pedra áspera do isqueiro com o polegar e em menos de um minuto, desvairado, as chamas se formam diante de si. Neste momento único quer esteja pronto a acender o cigarro, quer carbonizar uma fogueira ao ar livre para se aquecer enquanto conversas animadas com a família se desenrolam. Longe deste conforto modernizado, nas choupanas e aldeias de Cabo Delgado, um casal luta na conservação primitiva do fogo que denuncia o naufrágio da hombridade e o declínio das condições mínimas. Esta família se vê diante da instabilidade e insegurança instaurada pelos frequentes ataques dos terroristas sem rosto, os quais às vésperas das 6ª s eleições autárquicas [1] , parecem ser silenciados. As condições dessa família frelimizada desde os esforços socialistas não se questiona o porquê de se encontrar na posição deplorável contrastando com a vertiginosa riqueza natural e a exportação dos bens do Estado em troca de sorumalização dos discursos, da máquina burocrática e a ...


